terça-feira, 6 de janeiro de 2015

livro de receitas científicas

Este projeto foi bem interessante e permitiu ir além do trabalho com textos informativos, objetivo principal, trabalhar com texto injuntivo, texto não verbal, TICS - pois exigiu editoração de textos, habilidades culinárias, exposição oral, além de ser um trabalho interdisciplinar com a disciplina de ciências do 9º ano.

Neste projeto, os alunos organizados em duplas deveriam escolher uma receita bem simples.

A partir da receita, eles deveriam realizar pesquisas e descrever cientificamente cada um dos ingredientes usados na receitas.

Depois deveriam explicar cientificamente todos os fenômenos químicos e físicos que ocorrem durante o preparo da receita, com base no passo a passo da receita.

Finalmente, deveriam executar a receita fotografando os principais momentos em que os fenômenos físicos e químicos ocorrem.

Foi feito um livro de receitas científicas com todos os textos produzidos, que foi apresentado junto com as receitas na 1º mostra de arte e literatura realizada no Colégio Cener.

Etapa final do projeto: apresentação do trabalho e degustação

Ao lado dos deliciosos experimentos, o livro de receita com todas as explicações científicas




Meu primeiro livro de poemas

Este é um projeto que realizo a dois anos seguidos e tem dado bons frutos. Ele foi elaborado a partir da leitura do meu primeiro caderno de poesia do aluno Oswald de Andrade, sendo inclusive a leitura obrigatória do bimestre dos alunos do 7º ano.





Para realizar esse projeto a primeira coisa é encarar o poema como uma brincadeira. As aulas de redação se tornam uma oficina de exploração de recursos linguísticos. Primeiro lemos poemas que exploram os recursos sonoros da língua, entendemos como os poetas brincam com os sons das palavras e depois nós mesmos brincamos, imitando-os. Assim fazemos com a grafia das palavras, com o sentido, uso das palavras.  Veja a apostila que criei especificamente para este projeto aqui.
No final, reunimos todas essas brincadeiras em um único livro.







Produção de Revistas

Durantes três anos consecutivos, tenho usado a produção coletiva de uma revista como prática de produções de textos informativos de divulgação científica.

Este projeto é bom, porque é flexível (a turma pode decidir o tema que será abordado pela revista), prático (as aulas tornam-se muito dinâmicas e produtivas) e permite ampliar ou aprofundar o uso de TICS.

Nos três anos, foram produzidos apenas um exemplar impresso da revista.


Os alunos levam seus próprios notebooks ou tablets para sala, onde realizam os textos e a diagramação final da revista

O plano seguido é mais ou menos assim:

Um grande Tema é definido pela turma, em 2012 o tema foi tecnologia  - interdisciplinar com geografia e história-, em 2013 receitas científicas -trabalho interdisciplinar com ciências- (este projeto tem uma postagem própria, para ver clique aqui )e 2014 o tema foi invenções de guerra -trabalho interdisciplinar com história.

Dependendo do número de alunos dividimos a revista em seções e cada aluno escolhe um assunto relacionado ao tema.  Cada aluno transforma-se então em um jornalista que tem como trablaho investigar o tema, seguindo os seguintes passos (em geral esses passos são definidos previamente com os alunos e montado com eles um cronograma de trabalho)

pesquisa do tema: Pesquisar em várias fontes diferentes o maior número de informações, listar as referências bibliográficas pesquisadas.

(De posse desse material impresso ou no computador, os alunos em sala, são orientados a construir o texto informativo: uma aula para produzir os parágrafos introdutórios, outra aula para produzir o desenvolvimento e outra para a conclusão. Depois de passado a limpo, os alunos trocam os textos entre si, e com perguntas de orientação feitas por mim os alunos vão analisando criticamente os textos do colegas, que recebem de volta, passam a limpo para só então eu como professora, avaliar)



Pesquisa iconográfica: pesquisar imagens, gráficos, mapas, infográficos que possam ilustrar e acrescentar informações interessantes ao texto central.

(De posse desse material impresso ou no computador ou outro dispositivo eletrônico compatível, os alunos em sala são orientados a criar legendas informativas).

Diagramação do texto: em sala, a turma decide a diagramação e já a realiza, sendo orientados, por mim, sempre que tiverem dúvidas de como trabalhar no editor de texto.

A etapa de diagramação costuma ser bem agitada, pois muitos alunos ainda não dominam bem o editor de textos, por isso aproximar os alunos, principalmente os que não dominam com os que já dominam pode ajudar

Produção dos textos de apresentação das seções, do editorial e da capa. Divididos em grupos, os alunos são orientados a produzir o texto de acordo com o gênero textual, que depois de pronto passa pela apreciação de toda a turma, sendo modificado se necessário.





Produção de infográficos

Com a Tecnologia da Informação, uma nova ferramenta de aprendizagem tem se tornado comum: o infográfico. Nele as informações são organizadas de maneira mais prática e visual, contando com a interatividade entre leitor e texto uma estratégia de aprendizagem.


A produção de infográficos foi uma estratégia que usei para tornar o conceito de "gênero textual" algo mais concreto e manipulável para os alunos do 6º ano.

A construção dos infográficos foi feita individualmente. Cada um dos alunos recebeu,por sorteio, um gênero textual diferente para estudar.

A partir dessa definição, cada aluno deveria fazer uma pesquisa sobre o gênero, tendo que investigar quais eram os seus elementos, sua estrutura e finalidade.

Depois, cada aluno deveria produzir um texto do gênero estudado a partir das informações pesquisadas (sempre com orientação do professor em sala)

Proceder a um estudo do próprio texto, encontrando nele as características principais do gênero (e refazendo o texto caso não estivesse de acordo).

Finalmente, produzir um infográfico com o texto e as informações pesquisadas.



Ao realizar a exposição dos infográficos, os alunos foram orientados e ler e observar as especificidade e finalidades de cada gênero, a partir das observações feitas por eles através do material produzido por eles mesmos, eu orientei a produção de conclusões que resumiam os principais pontos teóricos sobre "gêneros textuais",













Confecção de Romances

Nada mais prático que levar os alunos a produzir romances, para exercitar a estrutura narrativa e aprender a lidar com os elementos da narrativa. Neste caso, seguiu-se o seguinte esquema:

A)Apresentação teórica dos elementos e estrutura narrativa

b)Construção dos elementos da narrativa (nesta etapa, os alunos usaram tablets, notebooks ou smarphones, produzindo o texto diretamente em editores de texto).

Criação e descrição de personagens;
Criação e desenho do mapa do espaço narrativo;
Escolha da perspectiva do narrador.

c)Produção do enredo da narrativa

Cada aula os alunos eram levados a planejar uma etapa da narrativa (situação inicial, problema, complicação, clímax, desfecho), que era terminada em casa.

d)Acabamento: Primeira leitura do texto completo com orientações para finalizar o texto e corrigir detalhes.

e)Diagramação:  ilustração, criação da capa.


Texto Injuntivo 2: manipulando textos de lei

A minha segunda prática com textos de lei, foi também muito interessante e produziu resultados interessantes (um bimestre depois om grupo dessa turma produziu sozinho um projeto de lei, veja este trabalho aqui)

Para começar dei uma aula teórica sobre textos injuntivos (finalidade, gêneros mais comuns, ouso dos tempos verbais imperativo e infinitivo, comando de ação).

Preparei um material com a lei Bernardo ou Da Palmada  (LEI No
- 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014) e os trechos do ECA modificados por essa lei.

Primeiro, pedi que os alunos criassem um texto que legislasse sobre a proteção à criança, para isso orientei muito  superficialmente a estrutura do gênero (número e data, apresentação do conteúdo, o que era caput, incisos e parágrafos).

Depois, através de perguntas dirigidas a toda a classe fui demonstrando aos alunos as necessidades de definir conceitos, responsáveis, ações,  etc. Assim fomos construindo uma ideia de "clareza e objetividade".

(Os alunos a princípio ficavam irritados de ter que definir tudo, por exemplo, definir o conceito de criança, mas ao serem problematizados artigos genéricos que não limitavam o conceito, eles perceberam que a eficácia da lei está exatamente nessa definição)


Com esses dois conceitos em mente, lemos então os trechos do ECA, já previamente selecionados. Voltei a questão estrutural do gênero, mostrando a organização do texto, a definição de conceitos, por exemplo, o que é criança, o que é jovem. e levando os alunos a perceber que faltava clareza em alguns conceitos nesta lei (agressões físicas, por exemplo).

(Nesse ponto, alguns alunos observaram as dificuldades de que colocar a lei em prática devido ao comando genérico e impreciso. Essa observação além de reforçar a lição anterior, abria caminho para compreender melhor as mudanças colocadas pela lei 13010)

Depois, entreguei aos alunos uma cópia da Lei   e pedi que fizessem exatamente o que ela mandava fazer (substituir, retirar os trechos do ECA), procedendo assim a uma atividade prática de recortar  e colar, emendando os novos trechos trazidos pela lei da  ao lei mais antiga do ECA.

(Essa etapa, extramente prática, foi muito engraçada, porque os alunos não compreendiam os comandos de ação da lei 13.010 embora esses comando fossem muito claros e precisos. Só então eles experimentaram na pele o texto injuntivo)

A partir de então, os alunos foram levados a refletir sobre as mudanças realizadas pela Lei 13010, e a realizar um texto argumentativo sobre a lei.

Com essa atividade eu pude:

a)Fazer com que os alunos manipulassem concretamente um texto de lei.
b)Estimular a percepção da necessidade de precisão e definição necessários para que o comando de ação possa ser executado
c)Desenvolver o senso crítico dos alunos, mostrando que para construir uma opinião é necessário conhecer o objeto de discussão.



Textos Injuntivos 1: Construção de um projeto de Lei

Um gênero textual que trabalha como a estratégia injuntiva que dá uma aula prática muito legal é a lei. Fiz dois trabalhos diferentes com lei e que deram resultados muito legais. Aprendi isso, através do livro da Magda Soares, que trazia como exemplo de texto injuntivo um trecho do ECA.



Preparei, então em anos diferentes duas abordagens desse gênero.

A 1ª abordagem foi com uma turma de 9º ano em 2012 (nessa época eu ainda não tinha o hábito de registrar minhas aulas com fotos).

Na época estava sendo muito comentada a legalização da maconha e os alunos optaram por esse tema. Inclusive foi adotada a leitura do número de Veja que trazia este assunto.



Como a turma era pequena, cada aluno assumiu uma perspectiva específica do assunto a partir da "personificação" dessa perspectiva que ele deveria representar em um debate: os alunos assumiam a identidade de presidente de uma ONG de defesa do uso da maconha, outro era um especialista em medicamentos, outro era um farmacêutico, um era deputado, outro era representante de uma ONG que auxiliava famílias de dependentes químicos, um era presidente da associação das Clinicas de tratamento de dependentes químicos e por aí vai.

Cada aluno deveria pesquisar o uso da maconha de acordo com essa perspectiva adotada e criar um dossiê (texto informativo) com essas informações.

A partir do dossiê, o aluno dispunha de base o suficiente para construir uma texto dissertativo defendendo a sua opinião sobre a legalização ou não da maconha.

Devidamente embasados, foi realizado um debate público, no qual cada aluno deveria representar seu papel (foi pedido inclusive que viessem vestidos a caráter), simulando assim os debates que as Câmaras e Senado fazem com os representantes sociais durante o processo de criação de uma lei.

No debate, a troca de informações e defesa de opiniões diferentes, a apresentação de problemas e custos, dificuldades e direitos conduziu o debate para um meio-termo, no qual os alunos decidiram pela legalização apenas para fins medicinais. Com base nesses resultado, os alunos construíram um projeto de lei, que dispõe sobre o uso da maconha para fins medicinais, apresentando inclusive a justificativa como todo projeto de lei deve ter.

Cartas Argumentativas


Este foi um projeto que deu frutos concretos e muitos legais!

Com trabalhamos diversos gêneros: slides, apresentação oral,  dissertação, carta aberta, carta de solicitação, lei, panfleto e cartaz.

Além disso, foram trabalhados temas transversais educação ambiental, responsabilidade social e gestão democrática, além de envolver o uso de ferramentas tecnológicas como editor de textos(word), editor de slides(power point) e diagramador(publisher).

Primeiro, a turma definiu um problema real vivido pela nossa comunidade: a crise de abastecimento de água. Embora Ervália não estivesse sofrendo com racionamento, muitas cidades a nossa volta já estavam passando por esse problema, por isso a turma optou por trabalhar com este tema.


A turma se dividiu em três grupos e cada um ficou por conta de um subtema: desperdício de água na higiene pessoal, na limpeza doméstica e na cidade.

Cada grupo desenvolveu um projeto de pesquisa de campo com entrevistas com pessoas, empresas na cidade para investigar como acontecia o desperdício em cada situação. Depois, apresentaram para a turma os resultados da pesquisa em slides.

Um dos grupos apresentando os resultados da pesquisa de campo realizada por eles

Depois,os grupos procederam uma pesquisa bibliográfica para aprofundar o assunto e entender melhor as causas e consequências desses atos. e poder então pensar em uma solução para o desperdício, gerando uma dissertação bem dentro da perspectiva do ENEM.

Alunos trocando informações pesquisadas para construir o texto dissertativo no qual deveriam apresentar o problema, as causas e consequências do problema e sugerir uma solução concreta e viável


Demos inicio então aos projetos de intervenção com base nas soluções apresentadas: produção de material de conscientização - cartazes, panfletos - e um projeto de lei relativo a educação ambiental - escrito pelo próprio grupo.

Para realizar os materiais de conscientização, os alunos levaram para sala de aula  notebooks e tablets onde aprenderam a usar ferramentas de produtividade com orientação da professora


Finalmente, foram escritas cartas de solicitação para vereadores e carta aberta a comunidade como parte do projeto de intervenção.


Por fim, o projeto foi apresentado para um dos vereadores de Ervália, que levou o projeto para câmara e aguarda aprovação da câmara.

Alunos apresentando o projeto de lei para o vereador Guto Cal

O vereador Guto Cal explicou aos alunos como são feitas as leis pela Câmara Municipal


O projeto está para ser votado! Estamos aguardando o resultado final!